PGEB / UFF · Engenharia de IA para a Biodiversidade

BiodAI

Inteligência Artificial para Biodiversidade, Biossistemas e Solos Regenerativos

O BiodAI conecta engenharia de biossistemas, ciência de dados, inteligência artificial bayesiana e computação de alto desempenho para transformar dados ambientais complexos em recomendações seguras, rastreáveis e úteis para a sustentabilidade territorial.

IA Bayesiana Biodiversidade PGEB/UFF HPC Santos Dumont Bioinsumos Solos Tropicais

Painel científico · em validação

Incerteza calibradaUQ
Segurança agronômicaModelo probabilístico
Bases pedológicasSiBCS · SoilGrids
Otimização restritaBO

O que é o BiodAI

Um centro para traduzir biodiversidade em inteligência decisória

O BiodAI é um núcleo de pesquisa voltado à Engenharia de IA para a Biodiversidade no ambiente PGEB/UFF. Sua proposta é desenvolver modelos computacionais capazes de integrar dados de solos, bioinsumos, sistemas naturais e processos produtivos para apoiar decisões ambientais com transparência, incerteza quantificada e responsabilidade científica.

Dados ambientais complexos

Integração de bases nacionais, globais e experimentais para representar sistemas vivos de forma robusta.

IA confiável

Modelos probabilísticos, interpretáveis e calibrados para apoiar decisões sob incerteza.

Biossistemas regenerativos

Aplicações em solos, bioinsumos, biodiversidade, clima e sustentabilidade territorial.

Infraestrutura científica

Uso de computação de alto desempenho, reprodutibilidade, versionamento e princípios FAIR.

"Biodiversidade não é apenas paisagem: é dado, memória ecológica, processo vivo e futuro possível."

O BiodAI trabalha para que inteligência artificial e engenharia de biossistemas sejam instrumentos de regeneração, segurança e tomada de decisão responsável.

Foto: Wikimedia Commons

Projeto em destaque

Recomendação Bayesiana de Bioinsumos para Solos Brasileiros

Biochar + biofertilizante de peixe + pó de rocha fosfatada, tendo a Terra Preta de Índio como referência funcional.

O projeto desenvolve um sistema computacional bayesiano para recomendar faixas seguras de aplicação de três insumos em diferentes classes de solos brasileiros. Em vez de tratar a Terra Preta de Índio como uma receita única, o modelo a representa como uma região multivariada de referência — composta por intervalos e distribuições de atributos químicos, físicos e biológicos.

Problema

Solos tropicais apresentam alta variabilidade, acidez, baixa disponibilidade natural de fósforo e respostas não lineares a insumos. Recomendações pontuais podem ignorar incertezas, restrições e riscos.

Solução

Um modelo probabilístico aprende com bases pedológicas, caracterização dos insumos e dados experimentais para prever respostas do solo e propor faixas seguras de intervenção.

Resultado esperado

Um protótipo de apoio à decisão capaz de entregar intervalos de recomendação, probabilidade de segurança e explicações sobre as variáveis que mais influenciam cada decisão.

Arquitetura científica

Da amostra ao apoio à decisão

O pipeline do BiodAI integra bases pedológicas, caracterização dos insumos e dados experimentais. Em seguida, modelos bayesianos estimam respostas do solo, quantificam incertezas e acionam um módulo de otimização restrita para sugerir faixas de aplicação seguras, interpretáveis e compatíveis com o domínio experimental.

Entrada

  • Classe de solo / atributos laboratoriais
  • Bases SiBCS, BD Solos, PronaSolos, IBGE, WoSIS, SoilGrids
  • Caracterização de biochar, biofertilizante e pó de rocha
  • Ensaios de mistura, incubação e vasos

Processamento

  • Harmonização de dados
  • Deep ensemble bayesiano
  • Cabeça probabilística multiatributo
  • Calibração conformal
  • Otimização bayesiana restrita

Saída

  • Faixas seguras de dose
  • Medianas e intervalos preditivos
  • Probabilidade de segurança
  • Alertas de domínio experimental
  • Explicabilidade e SHAP

Projetos

Frentes de pesquisa do BiodAI

Iniciativas conectadas ao projeto principal, cobrindo modelagem, insumos, dados e infraestrutura.

IA Bayesiana + Solos

BioTPI Bayes

Sistema computacional para aproximar atributos de solos brasileiros à referência funcional da Terra Preta de Índio, usando biochar, biofertilizante de peixe e pó de rocha fosfatada com quantificação de incerteza.

  • Protótipo de apoio à decisão
  • Modelo probabilístico calibrado
  • Recomendações com faixas seguras
  • Relatórios de risco e confiança
Carbono estável + condicionamento de solo

Projeto Biochar Cambionhas

Linha técnico-científica dedicada à caracterização e uso de biochar produzido em Cambionhas como insumo prioritário para estudos de caso, validação externa e construção de cenários de manejo.

  • Caracterização físico-química
  • Parâmetros para o modelo
  • Estudos de caso
  • Integração com recomendação segura
Resíduos orgânicos + bioeconomia

Biofertilizante de Peixe

Vertente dedicada ao aproveitamento sustentável de resíduos de peixe para produção de biofertilizante, avaliando composição, estabilidade, segurança sanitária e efeito combinado com materiais ricos em carbono e fontes minerais.

  • Caracterização do insumo
  • Avaliação de segurança
  • Integração com ensaios
  • Dados para modelagem bayesiana
Dados + reprodutibilidade

Dados FAIR para Biossistemas

Pipeline de integração, documentação e versionamento de dados pedológicos, experimentais e computacionais, seguindo princípios FAIR para ampliar rastreabilidade, interoperabilidade e reuso científico.

  • Base harmonizada
  • Metadados
  • Versionamento
  • Reprodutibilidade computacional
Computação de alto desempenho

HPC para IA Ambiental

Uso do ambiente Santos Dumont/LNCC para treinamento de ensembles, validações cruzadas, simulações Monte Carlo, calibração, busca de hiperparâmetros e otimização restrita.

  • Jobs reprodutíveis
  • Paralelização de modelos
  • Simulações probabilísticas
  • Escalabilidade científica

Terra Preta de Índio: referência funcional, não receita fixa

A Terra Preta de Índio inspira o projeto por sua fertilidade persistente e riqueza em matéria orgânica, carbono pirogênico e nutrientes. O BiodAI traduz essa inspiração em uma meta computacional realista: uma região de referência multivariada, com incertezas explícitas e limites de segurança.

Foto: Wikimedia Commons

Dados vivos. Modelos confiáveis. Decisões regenerativas.

Integrantes

Equipe científica e parceiros técnicos

Pesquisadores e parceiros que conectam ciência do solo, agronomia, engenharia de biossistemas e inteligência artificial.

Impacto esperado

Mais do que prever: decidir com responsabilidade

O foco do BiodAI não é substituir a validação agronômica, mas ampliar a qualidade da decisão. Cada recomendação deve carregar faixas, incertezas, alertas e justificativas, permitindo que pesquisadores, gestores e técnicos compreendam riscos antes de intervir no solo.

Decisão com incerteza

Recomendações em faixas, não doses cegas.

Segurança agronômica

Restrições de pH, fósforo, salinidade, metais-traço e domínio experimental.

Sustentabilidade

Valorização de resíduos, carbono estável e remineralização criteriosa.

Ciência aberta

Dados organizados, metadados, rastreabilidade e princípios FAIR.

Aplicação territorial

Ferramenta para pesquisadores, gestores e técnicos agrícolas.

Tecnologias

Stack científico do BiodAI

Python científico
Deep Learning Bayesiano
Otimização Bayesiana Restrita
Deep Ensembles
Calibração Conformal
SHAP e Interpretabilidade
Monte Carlo
HPC Santos Dumont
Dados FAIR
Bases Pedológicas Nacionais e Globais
Pilha de biochar, material carbonizado usado como condicionador de solo.

Biochar em caracterização

Material carbonizado avaliado como fonte de carbono estável para condicionamento de solo.

Biochar pronto para aplicação em solo agrícola.

Biochar pronto para aplicação

Etapa que antecede os ensaios de mistura, incubação e vasos usados no modelo.

Linha do tempo

Cronograma de execução (24 meses)

Fase 1

Revisão e alvo TPI

Revisão bibliográfica, definição da Terra Preta como região multivariada e seleção das classes de solo.

Fase 2

Dados e experimentos

Harmonização de bases, caracterização de insumos e planejamento de ensaios.

Fase 3

Modelagem bayesiana

Treinamento de ensembles, calibração, validação cruzada e quantificação de incertezas.

Fase 4

Otimização segura

Busca por faixas de aplicação sob restrições agronômicas, ambientais e sanitárias.

Fase 5

Protótipo e validação

Entrega de sistema de apoio à decisão, documentação e análise de desempenho.

Vamos construir modelos confiáveis para regenerar solos e orientar decisões territoriais

O BiodAI está aberto a colaborações científicas, parcerias experimentais, integração de bases de dados e desenvolvimento de aplicações em IA para biodiversidade e biossistemas.

Contato institucional a definir.